um blog voltado para a poesia da vida, para quem gosta de ouvir o som das folhas, a brisa do mar, o brilho das estrelas em cada palavra.
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Sorriso Audível das Folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
Fernando Pessoa
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Negro
Traços
vincos
marcas
Na face há dor
Jeito
ginga
capoeira
seu corpo lutou
Liberdade
Contra a maldade do algoz
Me espanto
o canto
a saudade na voz
Os passos
o espaço
entre a cerca e o engenho
Não corre tu
morres
Zumbi
Pro tronco
não volto
a morte é melhor
Na mira não
corre tu morres
Zumbi
Abismo
vivo?
morto?
chão
saudades
ZUMBI
Traços
vincos
marcas
Na face há dor
Jeito
ginga
capoeira
seu corpo lutou
Liberdade
Contra a maldade do algoz
Me espanto
o canto
a saudade na voz
Os passos
o espaço
entre a cerca e o engenho
Não corre tu
morres
Zumbi
Pro tronco
não volto
a morte é melhor
Na mira não
corre tu morres
Zumbi
Abismo
vivo?
morto?
chão
saudades
ZUMBI
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fernandinho(pros íntimos)
Fernando Pessoa
Sorriso audível das folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou E estamos os dois falando O que se não conversou Isto acaba ou começou?
Sorriso audível das folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou E estamos os dois falando O que se não conversou Isto acaba ou começou?
sábado, 7 de março de 2009
Amar Teus Olhos
Podia com teus olhos
escrever a palavra mar.
Podia com teus olhos
escrever a palavra amar
não fossem amor já teus olhos.
Podia em teus olhos navegar
conjugar os verbos dar e receber.
Podia com teus olhos escrever
o verbo semear e ser tua pele
a terra de nascer poema.
Podia com teus olhos escrever
a palavra além ou aqui
ou a palavra luar,
recolher-me em teus olhos de lua
só teus olhos amar.
Podia em teus olhos perder-me
não fossem, amor, teus olhos,
o tempo de achar-me.
Carlos Melo Santos,
in "Lavra de Amor"
escrever a palavra mar.
Podia com teus olhos
escrever a palavra amar
não fossem amor já teus olhos.
Podia em teus olhos navegar
conjugar os verbos dar e receber.
Podia com teus olhos escrever
o verbo semear e ser tua pele
a terra de nascer poema.
Podia com teus olhos escrever
a palavra além ou aqui
ou a palavra luar,
recolher-me em teus olhos de lua
só teus olhos amar.
Podia em teus olhos perder-me
não fossem, amor, teus olhos,
o tempo de achar-me.
Carlos Melo Santos,
in "Lavra de Amor"
Assinar:
Postagens (Atom)